Até a liberação de Slater, a Audi não tinha um substituto com Super Licença disponível para recorrer entre seus nomes ligados ao programa. A credencial é obrigatória para competir na Fórmula 1, e o piloto precisava cumprir dois pontos centrais do processo: somar pontuação suficiente e já ter completado 18 anos.
Vice da Fórmula 3 abriu caminho para a Super Licença
Slater garantiu a condição ao encerrar a temporada da Fórmula 3 como vice-campeão, atrás de Ugo Ugochukwu. O resultado esportivo era parte do caminho necessário para a licença, somado ao requisito de idade, já cumprido pelo piloto.
A combinação desses fatores o deixou apto para uma eventual estreia na Fórmula 1. Em declaração publicada após a definição, Slater resumiu o momento dizendo que “o resultado foi um revés para o piloto, mas ainda há boas notícias”, em referência ao desfecho do campeonato e à consequência prática para sua elegibilidade.
Disponibilidade não muda falta de experiência em atividades oficiais
A nova condição de Slater resolve a questão regulatória para a Audi, mas não elimina um ponto importante: ele ainda não participou de testes com carros anteriores da Fórmula 1 nem andou em um fim de semana oficial da categoria. Ou seja, passa a ser uma alternativa legalmente disponível para substituir um dos titulares, sem experiência prévia nesse ambiente.
Isso significa que a Audi ganha um nome da própria estrutura para cobrir eventuais ausências de Bortoleto ou Hülkenberg, algo que não tinha até aqui dentro dos critérios exigidos para a categoria. A mudança ocorre a partir da elegibilidade do piloto, e não por participação prévia em Treino Livre 1, Treino Livre 2, Treino Livre 3 ou outra atividade oficial.
Além de Bortoleto, Hülkenberg e Slater, o nome de Paul Aron também aparece entre os relacionados ao universo da Audi, mas a novidade imediata é a existência de um reserva já apto a assumir um carro da equipe se houver necessidade de substituição.