Largando da pole position, Verstappen construiu a vitória com ultrapassagens sobre George Russell na sexta volta e sobre Kimi Antonelli na 13ª. O holandês vinha de uma sequência consistente, com três segundos lugares nas últimas cinco corridas, mas ainda faltava à Red Bull transformar esse desempenho em vitória.
Vitória também sela marco da Red Bull Powertrains
O resultado teve peso extra por ser a primeira vitória da Red Bull Powertrains com a atual geração de unidades de potência. A divisão foi criada a partir de uma decisão tomada por Christian Horner em 2022, quando a equipe optou por estruturar seu próprio projeto de motores.
Antes disso, a Red Bull chegou a manter conversas com a Porsche para fornecimento. No fim, seguiu com a ideia de desenvolver sua própria estrutura para a nova fase dos regulamentos de motores da Fórmula 1.
Na transmissão pós-corrida, David Coulthard resumiu o significado do resultado ao dizer que foi “a primeira vitória da Red Bull Powertrains com essas novas unidades de potência”.
Dirigentes e comentaristas destacam decisão tomada por Horner
O chefe da Red Bull, Laurent Mekies, exaltou a escolha feita por Horner de bancar o projeto próprio. “Nenhum outro chefe de equipe no mundo teria assumido um risco desse tamanho”, afirmou.
David Croft, comentarista da Sky Sports F1, também relacionou a vitória à estratégia adotada anos atrás. “Christian Horner tinha um plano, não tinha, quando eles deixaram a Renault”, disse. Martin Brundle acrescentou que Horner “reuniu um grupo muito bom de pessoas para começar o projeto”.
A complexidade das novas unidades de potência vinha cercando o início desse ciclo técnico, e a avaliação da FIA de que a Red Bull tem o melhor motor de combustão interna do grid gerou controvérsia. Neste domingo, porém, o dado concreto foi o resultado na pista: a Red Bull converteu a pole de Verstappen em sua primeira vitória do ano e no primeiro triunfo de sua operação própria de motores.
































