Os comissários classificaram a conduta dos pilotos como inaceitável e registraram que ambos admitiram que as manobras foram desnecessárias e desajeitadas. A decisão considerou ainda alertas feitos anteriormente em reunião com os chefes de equipe, fator citado para o agravamento da pena aplicada após a sessão.
Toque aconteceu entre as curvas 12 e 13 e deixou danos nos dois carros
A batida ocorreu na área do estádio, entre as curvas 12 e 13. Verstappen tentou ultrapassar Lawson e relatou que foi forçado para fora da pista pelo piloto da Racing Bulls. Os carros acabaram se tocando, com danos nos bargeboards da Red Bull e na asa dianteira do carro de Lawson.
No caso de Verstappen, o dano acompanhou o restante do treino. Lawson, por sua vez, precisou trocar a asa dianteira depois da batida. Os detritos espalhados na pista ainda provocaram uma breve bandeira vermelha para a limpeza da curva 13.
O contexto da manobra também pesou na análise dos comissários. De acordo com as informações da sessão, os dois estavam em fases diferentes da volta, com um piloto em preparação e o outro em volta de resfriamento, em um trecho em que a janela de funcionamento dos pneus influencia diretamente a forma como cada carro é conduzido.
Verstappen criticou a ação; chefe da Racing Bulls chamou lance de desnecessário
Depois do treino, Verstappen criticou a atitude do rival. “Para mim, não foi um comportamento muito inteligente quando ele estava naquela situação”, afirmou o piloto da Red Bull.
Alan Permane, chefe da Racing Bulls, também classificou o episódio como evitável. “Se eu tivesse de descrever em uma palavra, seria simplesmente desnecessário”, disse.
Além da perda de uma posição no grid, a FIA registrou um ponto de penalização para cada piloto. No caso de Verstappen, foi o primeiro ponto em 12 meses; para Lawson, o total chegou a quatro.