O piloto da Red Bull foi direto ao comentar o formato. “Não acho que a gente deveria ter uma corrida Sprint em um circuito onde não dá para ultrapassar”, afirmou. Em seguida, resumiu a própria avaliação sobre esse tipo de escolha: “Não é algo de que eu goste.”
Verstappen cita limites do regulamento atual
Ao tratar do tema, Verstappen também apontou fatores técnicos que, na visão dele, reduzem ainda mais as disputas. Entre os pontos levantados estão limitações do regulamento atual que dificultam as ultrapassagens e o efeito das baterias, citado no debate sobre a dificuldade de um carro se aproximar do outro em determinadas situações.
A crítica não ficou restrita à Red Bull. Charles Leclerc, piloto da Ferrari, também questionou a presença de corridas Sprint em circuitos urbanos. “As corridas Sprint deveriam acontecer em pistas que permitam mais ultrapassagens”, disse o monegasco ao avaliar a prova em Singapura.
Hamilton fala em mudanças no traçado
Lewis Hamilton, da Mercedes, concordou com a necessidade de alterações no circuito para melhorar o nível das corridas. A sugestão do heptacampeão foi mexer no desenho da pista para criar mais oportunidades de disputa direta. “Uma reta mais longa poderia ajudar a transformar o circuito em um palco melhor para disputas”, afirmou.
Hamilton também fez uma ressalva sobre a Sprint em Singapura. Para ele, a corrida teve entretenimento, mas o comportamento da prova foi influenciado pelas condições climáticas. “Foi divertida, mas a chuva foi determinante”, comentou.
Debate volta à mesa com expansão das Sprints
O tema voltou ao centro das discussões porque o calendário de 2027 terá dez corridas Sprint. A presença de Mônaco entre elas amplia o debate levantado por Verstappen e Leclerc sobre quais pistas oferecem melhores condições para esse formato, especialmente em traçados urbanos ou com poucas zonas claras de ultrapassagem.