Ocon pretende seguir na Fórmula 1 mesmo que, em um primeiro momento, precise assumir uma função de reserva. Do lado da Haas, o substituto ainda não foi anunciado, embora a definição do perfil desejado pela equipe já tenha ficado clara na justificativa para a saída do piloto.
Komatsu aponta combinação entre velocidade, regularidade e feedback técnico
Ayao Komatsu, chefe da Haas e responsável pela decisão, reconheceu a capacidade de Ocon em desempenho puro, mas indicou que isso não foi suficiente no balanço final. “O Esteban é muito rápido quando está em um bom dia”, afirmou.
Na análise da Haas, a escolha de um piloto não passa apenas pela velocidade em uma volta ou por picos de rendimento. A equipe considera também a regularidade ao longo do fim de semana e a qualidade do feedback técnico, ponto tratado como relevante para um time que ainda trabalha na evolução do conjunto.
Ao explicar o contexto interno, Komatsu afirmou que a Haas ainda não opera com um carro sem limitações importantes. “A equipe ainda está em processo de evolução e temos muitas imperfeições”, disse o dirigente. Nesse cenário, o retorno técnico do piloto ganha peso maior na comparação entre os candidatos para a próxima temporada.
Vaga aberta tem Bearman como continuidade e dois nomes em disputa
Com a saída de Ocon ao fim do ano, a Haas ainda mantém em aberto apenas um dos carros para 2027. Oliver Bearman deve permanecer no outro lado da garagem, o que reduz a disputa ao assento que será liberado com a mudança.
Entre os nomes considerados para a vaga aparecem Rafael Câmara e Jack Doohan, mas nenhum deles foi anunciado oficialmente pela equipe. A definição também precisa levar em conta o momento de desenvolvimento da Haas, que procura um piloto capaz de reunir velocidade, constância de resultados e contribuição técnica mais estável.
O destino de Ocon após a saída ainda não foi confirmado. A única posição já manifestada pelo piloto é a intenção de permanecer no paddock da Fórmula 1, inclusive se a alternativa imediata for um posto de reserva.