“Durante toda a sessão, o motor não estava funcionando”, afirmou Verstappen. Em outro momento, ao reclamar da energia disponível, ele resumiu a situação: “Aí me dizem para acelerar com a bateria pela metade”.
Relato inclui perda de desempenho nas retas e dificuldade para aquecer pneus
Além das queixas sobre motor e bateria, Verstappen indicou que o carro perdeu rendimento em um ponto importante da pista. Segundo o relato após a classificação, ele estava cerca de meio segundo mais lento nas retas em comparação com Isack Hadjar, seu companheiro de equipe, que fechou a sessão em quarto lugar.
A diferença chamou atenção porque os dois carros da Red Bull terminaram o dia em posições bastante distintas no grid. Enquanto Hadjar avançou até a segunda fila, Verstappen ficou mais atrás depois de enfrentar limitações que, segundo ele, comprometeram o desempenho ao longo da sessão e especialmente no Q3.
Verstappen também detalhou o impacto de uma volta abortada sobre os pneus. De acordo com o piloto, a temperatura caiu a ponto de inviabilizar a tentativa seguinte. “Os pneus esfriaram demais. Você não consegue forçar, porque simplesmente não funciona”, disse.
Freio-motor também entrou na lista de reclamações
Outro ponto levantado por Verstappen foi o comportamento do freio-motor. O piloto descreveu a sensação como se o carro estivesse sendo segurado em curva, comparando o efeito a um freio de mão acionado. Pelo rádio, a avaliação foi direta: “Tem alguma coisa seriamente errada”.
As reclamações envolveram áreas diferentes do carro da Red Bull ao longo da classificação, do conjunto de motor e bateria ao equilíbrio na pista depois da perda de temperatura dos pneus. No fim da sessão, Verstappen resumiu a frustração com o resultado: “É muito frustrante quando você está em uma posição tão boa”.