Hamilton terminou mais de 1,3 segundo atrás do pole George Russell. Na parte final da classificação, ele estava à frente de Charles Leclerc e não teve um carro à frente para aproveitar o vácuo, fator relevante em uma pista de retas longas.
“Foi uma sessão bastante ruim mais uma vez”, disse Hamilton após a atividade.
Troca de plano no Q3 virou ponto central da reclamação
A principal crítica do heptacampeão foi à alteração de estratégia da Ferrari no Q3. A equipe havia trabalhado com a possibilidade de duas tentativas, mas mudou para apenas uma volta lançada na fase decisiva. Para Hamilton, a escolha pesou em uma sessão já complicada.
Além da frustração com o formato da tentativa final, o piloto também relatou dificuldade para colocar os pneus na janela ideal de funcionamento ao longo do fim de semana. Segundo ele, esse problema tem limitado o rendimento do carro em Baku.
Hamilton também reclamou dos compostos da Pirelli usados na etapa. Ao comentar o comportamento dos pneus, resumiu a situação dizendo que a equipe precisa “voltar com pneus bons”.
Diferença de velocidade nas retas aumenta preocupação para a corrida
Na avaliação de Hamilton, a desvantagem não ficou restrita ao acerto de volta única. O piloto apontou perda de desempenho nas retas em comparação com os adversários diretos.
“Eles são simplesmente muito mais rápidos nas retas do que nós”, afirmou.
Mesmo largando apenas em sexto, Hamilton indicou que a configuração da Mercedes pode tornar a corrida travada para quem vier atrás. “Acho que será difícil ultrapassar a Mercedes amanhã”, disse o piloto.
Além da pole de Russell, o cenário da classificação também reforçou a percepção de que a Ferrari pode não ter ido além do terceiro carro mais rápido neste momento, depois do ganho de velocidade mostrado pela Red Bull.