O caso começou quando Tsunoda chegou atrasado à sua vaga no grid depois de perceber que estava na posição errada. Na sequência, a direção de prova determinou uma volta de formação extra, e o incidente passou a ser examinado pelos comissários depois da corrida.
Racing Bulls alegou que carro não estava em condição de largada
Na defesa apresentada aos comissários, a Racing Bulls sustentou que o carro de Tsunoda não estava em condição de queima de largada no momento da confusão no grid. A equipe também argumentou que os pneus dianteiros permaneciam dentro das linhas da vaga, ponto relevante para a avaliação do posicionamento do carro.
Outro elemento levado em conta foi a ausência de impacto direto sobre os demais competidores. Segundo a explicação da equipe, nenhum outro piloto foi afetado pela manobra de Tsunoda enquanto ele tentava corrigir sua posição antes da largada.
Comissários separaram decisão da direção de prova da responsabilidade do piloto
Na análise do caso, os comissários entenderam que a volta de formação extra decorreu de uma avaliação feita pelo diretor de prova, e não automaticamente de uma infração passível de punição esportiva mais severa por parte de Tsunoda. O entendimento do painel foi de que a decisão foi tomada pela direção de prova durante o procedimento de largada.
A conclusão registrada foi a de que o diretor de prova “agiu de boa-fé e com extrema cautela”. Os comissários também consideraram que nem Tsunoda nem a Racing Bulls haviam sido informados de que seriam tratados como responsáveis pela volta de formação adicional.
Com isso, a investigação foi encerrada sem mudança no resultado final da prova, e Tsunoda conservou o último ponto distribuído na corrida com o 10º lugar.