A recuperação de Hamilton teve momentos distintos ao longo da corrida. Depois de perder posições logo no início, ele voltou a ganhar terreno após a relargada e entrou na disputa pelas primeiras colocações. A reação, porém, não se sustentou até o fim por causa da combinação entre menor eficiência nas retas e desgaste dos pneus nas voltas decisivas.
Velocidade máxima voltou a pesar nas disputas
Ao explicar o resultado, Hamilton afirmou que a limitação já era esperada antes da largada. “A gente já sabia que perderia um pouco de desempenho nas retas”, disse o piloto da Mercedes.
Em um circuito em que a velocidade final tem peso grande nas ultrapassagens e na defesa de posição, essa característica cobrou seu preço quando Hamilton tentou se manter na briga mais à frente. O problema apareceu tanto no ataque aos rivais quanto na capacidade de sustentar posição quando o pelotão se aproximou.
Fred Vasseur, chefe da Ferrari, também citou a velocidade máxima como um obstáculo na corrida. “Isso dificultou para o Lewis brigar e ultrapassar os carros ao redor dele”, afirmou.
Desgaste dos pneus reduziu o ritmo no fim
Além da perda nas retas, Hamilton apontou a queda dos pneus como outro fator para o desfecho da prova. Depois de construir a escalada até o quarto lugar, ele já não conseguiu manter o mesmo ritmo no stint final e acabou recuando até a sexta colocação.
O piloto também destacou o trabalho feito pela Ferrari nas atualizações levadas ao carro, embora o pacote ainda tenha apresentado essa limitação específica nas retas. A avaliação foi feita após uma corrida em que o rendimento variou bastante entre os diferentes momentos, especialmente entre a fase de recuperação e o trecho final.
Mesmo com o resultado fora da zona mais alta da disputa, Hamilton projetou a sequência da temporada em tom direto: “Vamos tentar voltar mais fortes na próxima corrida.”