A proposta foge do modelo mais tradicional de taça visto no pódio da categoria. Segundo os próprios autores, o conceito parte de uma imagem ligada à celebração compartilhada. “A ideia do troféu nasce da antiga tradição de passar uma taça de celebração”, disseram Scala e Crispino.
Peça foi produzida com impressão 3D em pó de nylon
Além do visual diferente, o processo de produção também se destacou. Os desenhos dos troféus foram impressos em 3D com pó de nylon, técnica usada como base para a confecção das peças entregues na etapa.
Depois da impressão, os troféus passaram por pintura, galvanização e polimento. O acabamento final combinou esse processo industrial com uma proposta artística centrada em formas mais delicadas e menos convencionais para um prêmio de pódio na F1.
Nome “Fragile” acompanha a ideia de uma vitória passageira
Os artistas associaram o troféu a uma leitura simbólica da vitória no esporte. Na explicação apresentada por eles, o objeto não tenta representar uma conquista permanente, mas algo que muda de mãos e precisa ser buscado novamente.
“Ela é instável, efêmera e precisa ser reconquistada”, afirmaram Scala e Crispino sobre a vitória simbolizada pela peça. O nome Fragile acompanha essa ideia e ajuda a explicar por que o troféu foi concebido em um formato distante das linhas mais robustas normalmente ligadas a premiações do automobilismo.
O desenho também gerou repercussão entre torcedores nas redes sociais, onde surgiram comparações com louças e utensílios domésticos. Ainda assim, os elementos centrais da peça apresentados para a etapa foram o formato de pequenas xícaras e tigelas, a fabricação em impressão 3D com pó de nylon e o conceito de uma conquista que, na visão dos artistas, nunca é definitiva.