Russell já chegou ao limite de utilização do último escapamento, do motor de combustão interna, do turbo, do armazenamento de energia e da eletrônica de controle de potência. Se precisar de peças novas em qualquer uma dessas áreas nas etapas restantes do campeonato, a troca vai gerar penalidade.
Monza aparece como opção para absorver a punição
Coulthard, ex-piloto e hoje voz frequente nas análises da Fórmula 1, entende que a Mercedes deveria agir antes que a situação fique mais restritiva. “Sim, acho que você simplesmente precisa cortar o problema pela raiz quando o vê”, afirmou ao comentar a possibilidade de a equipe antecipar a penalidade de Russell.
Na visão dele, o momento mais lógico seria a próxima etapa, em Monza. “Monza, como dissemos, oferece mais potencial”, disse Coulthard. A avaliação leva em conta o desenho do calendário imediato, já que as corridas seguintes em Madri e Baku serão em circuitos de rua.
Mercedes já confirmou punição para Antonelli
O caso de Antonelli já colocou a Mercedes diante de uma penalidade por unidade de potência, e a situação de Russell agora passa a ser acompanhada pelo mesmo prisma. A diferença é que, no caso do britânico, ainda não houve confirmação de troca extra, mas o uso dos componentes já chegou ao limite permitido em diferentes áreas do conjunto.
Coulthard também citou a evolução recente no uso da unidade de potência como um fator relevante na disputa entre as equipes. “Acho que é aí que a McLaren deu alguns dos maiores passos”, afirmou. Enquanto isso, Russell segue com seus últimos componentes permitidos em uso, o que deixa aberta a possibilidade de a Mercedes escolher o momento da punição em vez de ser forçada a reagir a um problema mais adiante.