A discussão ganhou força em uma corrida movimentada em Zandvoort, que também teve a batida de Max Verstappen no muro no fim da primeira volta. As punições a Colapinto e Lindblad passaram a concentrar parte do debate do fim de semana por envolverem uma infração ligada diretamente a uma condição de segurança na pista, já que as ultrapassagens ocorreram em regime de bandeira amarela.
Punições abriram debate sobre critérios da FIA
O caso gerou questionamentos fora da pista. Jolyon Palmer analisou a situação e apontou que havia “atenuantes” a serem considerados nos lances que terminaram nas penalidades aplicadas pela FIA. Ben Sulayem respondeu às reclamações em meio a um ambiente de contestação sobre os comissários e indicou que esse tipo de crítica não fica restrito a um único grupo ou nacionalidade.
Durante a repercussão do episódio, o presidente da FIA também disse que pretende procurar um dos pilotos envolvidos. “Vou ligar pessoalmente para o Franco”, afirmou Ben Sulayem ao tratar do caso de Colapinto.
FIA relaciona polêmica a ataques virtuais no automobilismo
Ao ampliar o assunto, Ben Sulayem ligou a pressão sobre os comissários a um cenário mais amplo de abuso nas redes sociais. Segundo ele, “os ataques são direcionados aos pilotos, aos jornalistas e aos comissários”. O dirigente acrescentou que o problema exige reação: “Se não fizermos alguma coisa, nosso esporte vai ficar além de qualquer possibilidade de reparação”.
Ben Sulayem ainda anunciou treinamento para comissários de países sul-americanos. Na mesma fala sobre os abusos online, ele afirmou que 70% dessas mensagens vêm da América do Norte e da América do Sul.