Wolff havia apontado o teto orçamentário como um fator que afeta os planos da Mercedes. Stella contestou essa justificativa ao comentar o cenário técnico e financeiro do regulamento. “Eu até gostaria de acreditar, mas, na verdade, não acredito”, afirmou o dirigente da McLaren sobre a explicação dada pelo chefe da Mercedes.
Stella cita folga no teto orçamentário ligada às unidades de potência
Na avaliação de Stella, existe espaço financeiro adicional no teto orçamentário de 2026 por causa de mudanças relacionadas às unidades de potência previstas para 2027. Esse ponto, segundo ele, reduz o peso da justificativa apresentada pela Mercedes para um ritmo menor de novidades no carro.
“Se eu não estiver enganado, são cerca de três milhões que você pode usar no cálculo do teto orçamentário de 2026”, disse Stella. A referência foi feita como parte da conta que, na visão do chefe da McLaren, dá margem para que as equipes ainda invistam em desenvolvimento ao longo da temporada.
O dirigente não apresentou confirmação sobre o plano da rival, mas indicou que sua leitura é de que a Mercedes segue trabalhando em soluções que ainda não apareceram nas pistas.
McLaren espera novidades da Mercedes mesmo após fase discreta
Stella afirmou acreditar que a equipe de Brackley ainda vai introduzir peças novas no carro. “Estou quase certo de que eles vão trazer atualizações”, declarou.
Além da expectativa sobre novos componentes, o chefe da McLaren citou a correlação de desempenho vista fora das pistas. Segundo ele, o carro da Mercedes no túnel de vento apresenta resultados superiores aos do modelo atual utilizado nas corridas, o que alimenta a possibilidade de a equipe ter pacotes ou soluções em preparação para serem introduzidos mais adiante.
A avaliação de Stella foi feita num momento em que Mercedes vinha mostrando um desenvolvimento menos agressivo do que suas principais concorrentes diretas, mas sem que a McLaren trate esse quadro como sinal de estagnação da equipe alemã.