A insatisfação com o conjunto atual convive com sinais pontuais de melhora nas últimas corridas. Fernando Alonso e Lance Stroll notaram evolução com a nova versão usada no GP da Holanda, e as atualizações desenvolvidas por Adrian Newey e sua equipe reduziram problemas a partir do GP da Hungria.
Mesmo com esse passo adiante, Alonso resumiu o estágio do carro ao falar sobre dirigibilidade e trocas de marcha: a Aston Martin “voltou à estaca zero”.
Honda afasta virada imediata e equipe passa a mapear o mercado
A busca por opções ganhou força porque a Honda descartou a possibilidade de uma grande transformação imediata. Diante desse cenário, a Aston Martin passou a tratar Mercedes e Red Bull como caminhos possíveis para 2028, ainda sem fechar uma decisão definitiva.
A equipe pode esperar uma resposta mais clara da Honda antes de bater o martelo, mas o planejamento já envolve o cenário em que o pacote atual não avance o necessário em 2027. Esse cálculo é relevante porque o sistema ADUO permite duas atualizações em 2026 e outras duas em 2027, o que limita a margem de reação ao longo do ciclo.
Mercedes e Red Bull aparecem em cenários diferentes
Mercedes e Red Bull entram nessa análise em condições diferentes dentro do ADUO, enquanto o motor Red Bull-Ford é apontado como referência. A Aston Martin, portanto, não observa apenas disponibilidade de fornecimento, mas também o potencial técnico de cada caminho para o próximo regulamento.
A movimentação ocorre depois de um investimento de cerca de £ 200 milhões feito por Lawrence Stroll no Aston Martin Racing Technical Campus. A estrutura mais recente faz parte da tentativa de transformar desenvolvimento interno em ganho de desempenho mais consistente, num momento em que a equipe ainda procura resolver limitações de comportamento do carro e de integração do conjunto mecânico.
Mesmo com as conversas já abertas com Mercedes e Red Bull, a troca não é tratada como decisão consumada. A Aston Martin mantém a Honda no radar e só deve avançar para uma definição se o fornecedor atual não entregar a evolução esperada ao longo de 2027.