A vitória no Chile também encerrou um período irregular depois do início forte de Solberg no ano. Após vencer em Monte Carlo e assumir a liderança do campeonato, ele passou por uma sequência de erros em ralis disputados na Croácia, Canárias, Japão e Grécia.
Mesmo com essa oscilação nos resultados, Solberg sustenta um dado relevante em 2026: é o piloto com mais vitórias em especiais na temporada. No Chile, transformou essa velocidade em resultado cheio, com pontuação alta dentro do sistema que inclui os pontos extras distribuídos ao longo do fim de semana e na Power Stage.
“É um grande alívio”, disse Solberg após a vitória.
Grécia foi o ponto de mudança na temporada
Na avaliação do próprio Solberg, o momento decisivo da virada veio no Acropolis. O piloto apontou a prova na Grécia como a etapa em que percebeu a necessidade de ajustar a abordagem para a reta final do campeonato.
“Acho que a Grécia foi o ponto de virada”, afirmou. “A paciência foi o maior aprendizado do ano.”
A declaração ajuda a explicar o peso do resultado no Chile. Solberg já vinha mostrando desempenho em 2026, mas não conseguia transformar esse potencial em vitórias com regularidade depois da abertura da temporada. O triunfo agora aparece em um momento em que cada ponto tem valor direto na classificação, com apenas dois eventos restantes.
Terceira vitória iguala marca de Sami Pajari
Com o resultado no Chile, Solberg chegou a três vitórias no WRC, mesmo número de seu companheiro de equipe, Sami Pajari. Além disso, a soma de 34 pontos no fim de semana o mantém próximo de Evans na luta pelo campeonato.
Solberg tratou a disputa como aberta na reta final da temporada. “Tudo é possível”, afirmou o piloto, que sai do Chile ainda como o maior vencedor de especiais do ano e agora mais perto da liderança do que em qualquer momento desde a fase inicial do campeonato.