O cenário ficou mais pesado após o GP da Espanha, onde Hamilton teve seu primeiro abandono da temporada. A diferença atual contrasta com um recorte anterior do campeonato, quando ele chegou a ficar a 32 pontos de Kimi Antonelli antes de perder terreno nas últimas etapas.
Nas críticas mais diretas, Hamilton apontou falhas de comando e de operação dentro da equipe. Segundo o piloto, a liderança da Ferrari deveria ter estabelecido regras de convivência mais claras. Em uma das declarações, ele afirmou que a relação com Frédéric Vasseur “já não é mais a mesma de antes”. Em outra, disse que “implorou” a Vasseur por determinadas mudanças dentro e fora do carro.
Ferrari já mexeu na estrutura ligada a Hamilton
Parte da reorganização já aconteceu no lado da garagem de Hamilton. Riccardo Adami foi realocado para uma função na academia de pilotos, enquanto Carlo Santi assumiu como novo engenheiro do piloto. A Ferrari também trouxe Cedric Grosjean, recrutado da McLaren.
Não está claro quais outros nomes Hamilton considera centrais para novos ajustes, mas as limitações impostas pelo teto de gastos aparecem como um fator relevante para qualquer reformulação mais ampla ao longo da temporada. Além da questão de pessoal, o debate interno também envolve estratégia e execução nas corridas.
Distância para a frente aumentou enquanto Antonelli disparou
A dificuldade da Ferrari coincidiu com a consolidação de Antonelli na liderança do campeonato. Toto Wolff afirmou que apenas a confiabilidade pode parar o piloto, que abriu 81 pontos sobre George Russell. No mesmo período, Hamilton viu sua diferença para a ponta crescer até os 101 pontos atuais.
A temporada também prolonga um jejum importante da Ferrari: a equipe caminha para o 19º ano sem título. Em paralelo às críticas de Hamilton, a troca de peças na engenharia e a chegada de Cedric Grosjean mostram que a Ferrari já iniciou alterações na operação, mesmo sem interromper a queda de resultados nas últimas quatro corridas.
































