“Não acho que acabou. Ainda tem um longo caminho pela frente”, afirmou Solberg ao falar sobre suas chances no campeonato. Em seguida, resumiu a própria leitura da disputa: “Acho que tudo é possível. É uma chance remota, mas é possível.”
Desempenho no cascalho sustenta a conta de Solberg
A base do otimismo está no rendimento mostrado nas provas de terra ao longo do ano. Solberg liderou ou venceu especiais em todos os eventos de cascalho da temporada, com exceção da Grécia. Esse recorte ajuda a explicar por que ele ainda vê margem para reduzir a diferença para Evans nas últimas rodadas.
Ao fazer um balanço do campeonato, Solberg apontou com clareza onde perdeu terreno. “Os principais problemas que tive foram no asfalto”, disse. Ao mesmo tempo, valorizou o ritmo apresentado até aqui: “Tenho muito orgulho da minha velocidade.”
O próprio piloto também relacionou sua evolução ao acúmulo de rodagem. Ao comentar o ganho de entendimento e paciência no rali, ele resumiu o processo de forma direta: “Isso vem com a experiência.”
Reta final terá provas que o piloto classifica como duras
Se a matemática ainda mantém Solberg vivo na disputa, o calendário restante também impõe um obstáculo relevante. O piloto classificou as três etapas finais do ano como difíceis e duras, com menção especial a Sardenha e à Arábia Saudita dentro desse pacote mais exigente da temporada.
Esse contexto amplia o peso do desempenho em superfícies de baixa aderência, justamente o ponto em que Solberg reuniu seus melhores sinais ao longo do campeonato. Nas provas de cascalho, ele esteve regularmente na frente em especiais, um contraste com as dificuldades que o próprio piloto identificou nas etapas de asfalto.
Com 105 pontos ainda disponíveis nas três rodadas finais, a diferença de 41 para Evans mantém Solberg matematicamente na disputa antes do encerramento da temporada.