Entre os cenários possíveis, a Cadillac aparece como destino relevante porque Ocon é bem visto internamente por Marcin Budkowski, chefe da equipe. Os dois já trabalharam juntos entre 2017 e 2022, no período de Renault e Alpine, e o dirigente resumiu sua avaliação de forma direta: “Ocon é muito bem avaliado”.
A relação entre os dois foi construída ao longo de anos em que Ocon se firmou como titular e também alcançou o principal resultado da carreira até aqui, com a vitória no Grande Prêmio da Hungria de 2021, a única da Alpine em Grandes Prêmios.
Haas deve abrir a vaga com promoção ainda não confirmada
A saída de Ocon da Haas tende a abrir espaço para Rafael Camara. A expectativa é que a equipe coloque no carro um piloto da academia da Ferrari, mas a promoção de Camara a partir da Fórmula 2 ainda não está confirmada.
Essa movimentação ajuda a explicar por que o futuro de Ocon entrou no centro do mercado para 2027. Além da frente com a Cadillac, o piloto também foi visto em reunião com a Mercedes no GP do Azerbaijão, em mais um sinal de que ele avalia caminhos diferentes para seguir na categoria.
Vaga na Cadillac depende da situação de Bottas
Uma eventual ida para a Cadillac, porém, não depende apenas do interesse no nome de Ocon. Valtteri Bottas pode ser liberado ao fim deste ano, mas a situação é mais complexa porque o piloto tem contrato com a equipe até 2027.
Isso significa que qualquer mudança exigiria uma decisão com impacto contratual para a Cadillac. Ao mesmo tempo, o nome de Ocon continua em análise num contexto em que Budkowski conhece de perto o trabalho do piloto e já teve convivência direta com ele durante cinco temporadas.
Outro fator citado no mercado é a ligação antiga de Ocon com a Mercedes, relação que vem desde os tempos de GP3 e que ajuda a explicar por que o piloto apareceu também em conversas com a marca enquanto tenta definir onde correrá em 2027.