“Não sabemos exatamente por que este fim de semana tem sido tão difícil”, disse Russell após a sessão. Na avaliação do piloto da Mercedes, a sensação ao volante tem sido incomum: “É como se estivéssemos pilotando sobre cascalho”.
Asfalto de Sepang virou ponto central da explicação
A pista de Sepang foi descrita como excepcional em rugosidade e abrasividade, dois fatores que ajudam a explicar a dificuldade para extrair desempenho e controlar o desgaste dos pneus. Russell indicou que o problema não ficou restrito à volta rápida e deve seguir como tema importante na corrida.
“O desgaste dos pneus é extremamente alto”, afirmou. Outro dado citado após a classificação ajuda a dimensionar as condições atuais da pista: os tempos de volta registrados sete anos atrás eram seis ou sete segundos mais rápidos.
Mercedes sustenta ganho com atualização apesar do resultado
Mesmo com Russell apenas na sétima posição do grid, a Mercedes não trata o pacote recente do carro como um retrocesso. O próprio piloto disse que os números internos da equipe seguem apontando evolução. “Todos os dados mostram que a atualização é uma melhoria”, declarou.
A leitura deixa em aberto se a perda de desempenho está ligada especificamente às exigências de Sepang, já que a própria pista apareceu como elemento central nas explicações dadas depois da classificação. A análise sobre a eficácia das atualizações, porém, ainda não é conclusiva.
Antonelli sobe para terceiro após punição de Hadjar
Do outro lado da garagem, Andrea Kimi Antonelli ficou em terceiro no grid de largada. A posição foi consolidada depois da punição a Isack Hadjar, que largaria em terceiro e passou a oitavo.
Com isso, a Mercedes terá cenários bem diferentes entre seus dois carros na corrida: Antonelli parte da segunda fila, enquanto Russell começa a prova no meio do pelotão, em uma etapa em que o asfalto e o desgaste dos pneus entraram no centro das atenções da equipe.