Depois da sessão, Norris resumiu a principal limitação do pacote no traçado: “Estou simplesmente perdendo em cada reta”. Ele também indicou que o problema não deve afetar apenas a posição de largada. “Isso não torna minha vida difícil só hoje, mas também para amanhã”, disse o britânico ao projetar a corrida.
A avaliação de Norris aponta para uma deficiência que ficou mais visível em um circuito com retas longas, justamente o tipo de característica em que a perda de potência pesa mais no tempo de volta e na defesa de posição. A fonte do conjunto é a Mercedes, mas Norris não detalhou a natureza exata do problema enfrentado pela McLaren.
Piastri larga em sexto e aponta fraqueza do carro
Oscar Piastri completou uma classificação discreta para a McLaren ao ficar em sexto na ordem inicial, logo atrás do companheiro de equipe. Na leitura do australiano, o próprio desenho da pista expôs um ponto fraco já conhecido do carro.
“O circuito realmente expõe as fraquezas do carro”, afirmou Piastri. Além disso, ele comentou que as sequências de simulação da McLaren foram mais curtas do que as dos adversários, um indício relevante para a preparação de corrida em um fim de semana em que o comportamento dos pneus também aparece como fator importante.
McLaren tenta administrar desvantagem para a corrida
Com Norris em quinto e Piastri em sexto, a McLaren larga atrás do grupo da frente e sem a velocidade de reta ideal relatada por seus pilotos. O cenário aumenta o peso da execução ao longo da prova, especialmente em um circuito que cobra eficiência nas acelerações longas e tende a colocar a degradação dos pneus no centro das decisões.
Piastri projetou uma disputa em que as escolhas ao longo da corrida podem ganhar ainda mais importância. “Acho que haverá muita estratégia envolvida”, afirmou. A corrida está marcada para domingo, às 4h, no horário de Brasília.