A corrida de Russell foi construída a partir de uma estratégia diferente. Depois de sair da parte de trás do grid, ele fez um stint mais longo com pneus médios e conseguiu avançar ao sétimo lugar na volta 40, ainda sem ter feito sua parada. O cenário mudou quando Lance Stroll parou sua Aston Martin e provocou a neutralização virtual.
O problema para Russell foi o momento da intervenção. Quando se aproximava da janela ideal para ir aos boxes, ele já não conseguiu aproveitar a redução de perda de tempo proporcionada pelo VSC. “O VSC acabou justamente quando eu cheguei aos boxes”, afirmou.
Estratégia com pneus médios perdeu efeito na hora decisiva
A escolha por prolongar o primeiro stint com os médios era a principal ferramenta de Russell para recuperar o prejuízo da punição no grid. Com pista livre em parte da prova e rivais em estratégias diferentes, ele se colocou provisoriamente em posição de brigar por uma chegada mais à frente.
Quando a neutralização apareceu, porém, a corrida virou. Russell fez sua parada sem o benefício do VSC e voltou à pista em décimo lugar. Na reta final, ainda conseguiu ultrapassar Pierre Gasly, mas não Nico Hulkenberg, o que limitou seu avanço e manteve a Mercedes fora de uma pontuação mais expressiva com ele.
Russell admite frustração, mas prefere seguir em frente
Depois da corrida, Russell reconheceu o incômodo com o desfecho, especialmente pela forma como o resultado escapou quando a estratégia parecia funcionar. Ao mesmo tempo, evitou transformar o episódio em um peso maior para a sequência da temporada. “Não vou perder o sono por causa disso”, disse.
O piloto também mencionou que o momento recente tem sido pouco favorável. “Tem sido um pouco de azar nesses dois últimos fins de semana”, afirmou. A próxima etapa do calendário será o GP dos Estados Unidos.
































