A confirmação foi anunciada por Paul Kagame, presidente de Ruanda, que resumiu o acerto com a frase: “Hoje é um dia da África.” Ainda não há uma data definida para a primeira corrida, porque o evento está condicionado à entrega da infraestrutura necessária.
Novo circuito em Bugesera é condição para a estreia
A primeira prova em Ruanda é esperada depois da conclusão do autódromo construído em Bugesera, área localizada a 40 quilômetros ao sul de Kigali. A previsão informada é de que o circuito fique pronto em 2030.
O projeto é um autódromo novo, feito especificamente para receber a Fórmula 1. Como a data de estreia depende da finalização da obra, os detalhes sobre a entrada da corrida no calendário ainda não foram fechados.
Ruanda havia tornado pública sua candidatura em dezembro de 2024, durante um encontro da FIA. Desde então, a proposta avançou até a assinatura do contrato que garante a realização do Grande Prêmio da África no país por uma década.
FIA, Fórmula 1 e Hamilton tratam retorno como marco para o continente
Mohamed Ben Sulayem, presidente da FIA, classificou o acordo como “um momento histórico para o esporte”. Stefano Domenicali, presidente da Fórmula 1, afirmou que “a África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1” ao comentar a volta do continente ao calendário.
O retorno da categoria à África também vinha sendo defendido publicamente por Lewis Hamilton. O heptacampeão chamou o continente de “o mais importante” para ele e elogiou a atuação de Domenicali nas tratativas: “O Stefano tem sido incrível.”
Além de recolocar a África no cronograma da Fórmula 1 após mais de três décadas, o acordo deixa Ruanda como sede prevista do retorno, com a estreia vinculada à conclusão do circuito de Bugesera.