Nos bastidores, a reação foi incomum. Segundo relatos citados por pessoas próximas à equipe, Zak Brown e Andrea Stella ficaram mais irritados do que em outros episódios envolvendo os dois pilotos. David Coulthard, ex-piloto e comentarista, resumiu o ambiente: “Eles nunca tinham visto o CEO e o chefe da equipe tão irritados”.
Incidente foi tratado como lance de corrida pelos comissários
Apesar do impacto esportivo, os comissários classificaram a batida como incidente de corrida. A McLaren também não atribuiu culpa a Norris em seu comunicado oficial sobre o episódio.
Norris, por sua vez, assumiu a responsabilidade pelo toque. Já Martin Brundle, comentarista e ex-piloto, fez uma leitura mais cautelosa do lance: “É complicado… são precisos dois para isso acontecer”.
Antes da colisão, a McLaren tinha os dois carros em posição de pontuar. Depois do contato, o cenário mudou de forma imediata: a equipe saiu de uma situação favorável para ver apenas Norris marcar, e com pontuação mínima.
Sequência de contatos entre os pilotos volta ao centro da discussão
O episódio não surge de forma isolada. Norris e Piastri já tiveram contatos no Canadá, em Singapura e em Austin em 2025, o que mantém a convivência de pista entre os dois como tema recorrente dentro da temporada.
Martin Brundle também afirmou acreditar que Brown deu uma bronca forte em Norris depois da Sprint. Ao mesmo tempo, a fonte aponta que o teor exato das conversas internas não foi detalhado.
Prejuízo esportivo pode ter efeito também fora da pista
Além do resultado imediato, o acidente pode trazer consequência financeira relevante para a McLaren. A estimativa citada é de um impacto de até £7,5 milhões em premiação.
Há ainda a avaliação de Jolyon Palmer, ex-piloto e comentarista, de que Norris poderia ser punido pelo lance, com possível reflexo na disputa do campeonato de construtores.