Na avaliação de Bearman, a virada de cenário foi clara ao longo da temporada. “Começamos muito fortes”, disse o piloto da Haas ao relembrar o início de 2026. Ele citou o desempenho na Austrália como exemplo de uma fase em que a equipe conseguia superar adversários diretos.
Esse quadro, porém, mudou com o avanço das concorrentes. “Os outros evoluíram, nos passaram e agora nos deixaram bem para trás”, afirmou Bearman ao resumir o momento da equipe no campeonato.
Problema, segundo Bearman, está no intervalo entre os pacotes
O piloto indicou que a principal limitação da Haas não está necessariamente no comportamento do carro quando há novidades disponíveis, mas no tempo que a equipe leva para levar essas mudanças à pista. Segundo Bearman, a Haas introduz atualizações no carro a cada nove corridas, uma cadência que a deixou em desvantagem na comparação com os demais times do grid.
Na visão do britânico, o rendimento aparece quando há peças novas. “Quando a gente atualiza o carro, ele fica competitivo e funciona”, afirmou. A explicação coloca o foco no processo de desenvolvimento ao longo da temporada, e não em uma falha isolada do pacote técnico.
Haas teve início competitivo, mas perdeu terreno no decorrer de 2026
O relato de Bearman contrasta o começo do campeonato com a situação atual da Haas. Se nas primeiras etapas a equipe conseguia brigar melhor no pelotão intermediário, o cenário mais recente é de perda de terreno para praticamente todas as rivais, até chegar ao fim do grid em competitividade.
Mesmo com o diagnóstico duro, Bearman elogiou a estrutura da equipe. “Todo mundo nesta equipe é muito apaixonado e competente”, disse. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que essa transformação não deve acontecer rapidamente, em um contexto em que a Haas tenta interromper a queda depois de ter sido superada pela maior parte do grid.