O ponto ganha peso porque a equipe havia sido contrária a uma mudança defendida pela FIA para que as definições do ADUO fossem baseadas na classificação do Mundial de Construtores. Na época, a leitura interna era de que o chassi poderia compensar eventuais fraquezas do conjunto de power unit.
Na prática, o cenário seguiu outro caminho. Mesmo com um motor de combustão interna forte, o RB22 passou a ser apontado como um dos entraves do desempenho da Red Bull, em um momento em que a equipe aparece virtualmente fora da disputa do campeonato de construtores.
FIA acompanha avaliação de Wolff sobre motor da Red Bull
Toto Wolff resumiu a percepção sobre o pacote da rival ao dizer que “o motor da Red Bull é o melhor do grid”. A FIA concorda com essa linha de avaliação a partir do recorte feito ao longo da temporada, do Canadá à Hungria, e isso reduz a margem para que a equipe extraia vantagens do ADUO.
O sistema foi criado justamente para oferecer oportunidades adicionais de desenvolvimento e atualização, mas a lógica depende do nível de competitividade identificado pela federação. Com a power unit tratada como a melhor do grid, a Red Bull perde espaço para usar esse instrumento como compensação técnica.
Problema apontado está no chassi
As críticas mais pesadas passaram a mirar o carro. Max Verstappen externou a insatisfação ao afirmar ter “dúvidas sobre Pierre Waché; o trabalho no chassi não está bom o bastante”. A observação vai na mesma direção da avaliação de que o RB22 não acompanha a força do motor.
Também houve críticas a Laurent Mekies por não ter atacado a questão do ADUO a tempo, num contexto em que a equipe agora lida com uma regra que havia rejeitado antes. O efeito imediato é que a Red Bull entra na sequência da temporada com menos margem regulatória para reagir por meio do desenvolvimento, mesmo tendo uma unidade de potência considerada a referência do campeonato.