O episódio aconteceu na volta 42. A Ferrari chamou Leclerc para a parada, mas o piloto só entrou na volta seguinte, depois de receber uma nova instrução pelo rádio. Na sequência, Hamilton reagiu com irritação à perda de tempo e disse: “Ótimo jeito de perder tempo, pessoal. Bom trabalho.”
Para Montoya, a hesitação de Leclerc criou um problema de comando dentro da equipe. Em entrevista à AS Colombia, ele afirmou: “O que o Leclerc fez ao não obedecer abriu uma caixa de Pandora horrível.”
Montoya cobra postura mais firme da Ferrari
Na análise de Montoya, a Ferrari deveria ter sido mais direta com Leclerc naquele momento da prova. A referência do ex-piloto foi a forma como a Mercedes administrou a troca de posições entre George Russell e Kimi Antonelli.
Montoya disse que a mensagem ao piloto da Ferrari precisava ser objetiva e condicionada ao ritmo de corrida: “Você precisa encontrar mais quatro décimos, ou vamos ter que trocar as posições.”
O contexto técnico citado por ele passa justamente pela diferença de pneus. Com compostos quatro voltas mais novos, Hamilton tinha condição de pressionar mais naquele trecho da corrida. Ainda assim, Montoya não tratou a execução imediata da ordem como garantia de resultado maior: na avaliação dele, Hamilton teria conseguido se aproximar mais, mas isso não significaria necessariamente assegurar um pódio.
Incidente também gerou comentário sobre a relação entre os pilotos
Além da crítica à condução da Ferrari no rádio, Montoya também comentou o efeito do episódio sobre a convivência entre os dois pilotos da equipe. Ao falar sobre a relação entre Hamilton e Leclerc, ele afirmou: “É normal que a relação deles não seja tão boa quanto parece nas redes sociais.”
A crítica central de Montoya foi dirigida à falta de resposta imediata à ordem da equipe e ao precedente criado pelo episódio no gerenciamento interno da Ferrari durante a corrida.