A Racing Bulls historicamente operou como time de desenvolvimento dentro da estrutura da Red Bull, mas a avaliação atual envolve uma alteração mais profunda nesse modelo. A equipe já havia passado por uma mudança importante ao deixar a marca AlphaTauri e adotar o nome Racing Bulls em 2024, além de ter estreitado laços técnicos com a Red Bull por meio do compartilhamento de componentes.
Lawson sustenta a equipe em 2026
Lawson vive sua segunda temporada completa no grid e se consolidou como principal referência esportiva da Racing Bulls em 2026. O total de 61 pontos do piloto representa mais da metade da produção da equipe no campeonato, dado que ajuda a explicar por que a Red Bull considera dar outra configuração ao time a partir de 2027.
O contexto interno também inclui Arvid Lindblad, que disputa seu ano de estreia em 2026. Com Lawson já estabelecido e Lindblad em fase de adaptação, qualquer decisão de manter uma base mais estável na Racing Bulls pode reduzir vagas disponíveis para outros nomes da academia nos próximos ciclos.
Tsolov avança na base, mas depende do desenho da equipe
Nesse cenário aparece Nikola Tsolov, que subiu da Fórmula 3 para a Fórmula 2 nesta temporada. O piloto terminou 2025 como vice-campeão da F3 e segue na disputa na nova categoria: atualmente, está a sete pontos de Rafael Camara na classificação da Fórmula 2.
A combinação entre o desempenho de Tsolov na base e a possível reconfiguração da Racing Bulls cria um ponto de atenção para 2027. Se a equipe deixar de atuar com a mesma ênfase como porta de entrada para jovens pilotos, o avanço de Tsolov dentro da estrutura pode depender menos apenas dos resultados na Fórmula 2 e mais do espaço real que a Red Bull decidir manter na Racing Bulls.
A Red Bull já reconsiderou mudanças na estrutura da Racing Bulls em outras ocasiões, o que mantém em aberto o formato final da equipe para 2027.