Além do nono lugar de Lawson, a equipe também sai de Austin com um contraponto no outro lado da garagem. Arvid Lindblad teve mais dificuldades na prova anterior e terminou em 12º, cenário que amplia a importância de encontrar um acerto eficiente para os dois carros em uma pista com características bem diferentes.
Altitude impõe mudanças no acerto e no resfriamento
Alan Permane, chefe da Racing Bulls, destacou que o traçado exige um tipo de compromisso técnico particular. “É uma pista desafiadora, com curvas principalmente de baixa e média velocidade”, afirmou.
Segundo Permane, o ponto central do trabalho da equipe está nas adaptações exigidas pelas condições locais. “A altitude extrema traz desafios tanto para o funcionamento da unidade de potência quanto para o resfriamento”, disse.
Na prática, isso leva a Racing Bulls a fazer retoques no carro com atenção especial ao controle de temperatura dos sistemas. Entre os pontos observados pela equipe estão as necessidades de resfriamento em um ambiente de ar rarefeito, incluindo o trabalho ligado aos freios, além do impacto geral da altitude no desempenho do conjunto.
A etapa, portanto, apresenta um desafio diferente do enfrentado em Austin, e a equipe chega ao fim de semana com a meta de transformar esses ajustes em uma nova oportunidade de somar pontos com Lawson e Lindblad.
Nikola Tsolov participa do Treino Livre 1
A programação da Racing Bulls também inclui a presença de Nikola Tsolov no Treino Livre 1. Integrante do programa júnior da Red Bull, ele terá mais uma oportunidade de pista pela equipe durante o fim de semana.
Permane comentou a participação do jovem piloto e disse: “Estamos ansiosos para vê-lo dar mais um passo na carreira”.
A atividade de Tsolov no Treino Livre 1 se soma ao trabalho da Racing Bulls para adaptar os carros às exigências do México, em uma etapa em que o comportamento da unidade de potência e o resfriamento dos componentes ganham peso maior na definição do acerto.