O recorte mais animador recente veio na etapa dos Estados Unidos. Apesar de ter largado no fim do grid por causa de punições, Bortoleto mostrou velocidade já na classificação, quando registrou o sexto melhor tempo no Q1. Na corrida, ganhou oito posições e terminou em 13º.
Classificação forte e corrida de recuperação servem como referência
O fim de semana nos Estados Unidos indicou um caminho mais competitivo para o brasileiro. O desempenho em curvas de alta velocidade apareceu como um ponto favorável, enquanto a Audi ainda segue em desvantagem nas retas em relação a concorrentes.
Depois da prova, Bortoleto explicou a dificuldade adicional de precisar remar desde trás: “Quando você larga em último, precisa ultrapassar tantos carros e usar muito os pneus”, disse o piloto da Audi.
O resultado final não levou o brasileiro à zona de pontos, mas a combinação entre a volta de classificação e a recuperação na corrida aparece como um sinal importante para a reta final da temporada, sobretudo porque os resultados recentes nem sempre refletiram o ritmo mostrado em trechos dos fins de semana.
Duelo interno com Hulkenberg ganha peso na reta final
A comparação com Hulkenberg passa a ser um dos focos da parte final do campeonato. Bortoleto começou o ano em nível superior ao do companheiro, mas viu o cenário mudar no decorrer da temporada. Com a diferença construída pelo outro lado da garagem, o brasileiro chega às últimas corridas com necessidade maior de reação.
Esse quadro também aumenta o peso de evitar contratempos como punições no grid, já que a recuperação tende a depender de condições mais limpas de corrida e de fins de semana em que a Audi consiga explorar melhor seus pontos fortes em curva, sem perder tanto nas retas.
Com cinco etapas restantes, a disputa direta com Hulkenberg deve ser um dos principais termômetros para Bortoleto no fechamento da temporada.