“Acho que o teto de gastos hoje é muito mais injusto para equipes menores”, disse Perez. Na avaliação do piloto da Cadillac, o problema não está apenas no orçamento disponível, mas no custo operacional de uma equipe que ainda não tem a mesma eficiência das concorrentes mais estabelecidas.
Perez aponta custo maior para estruturas menos eficientes
Perez afirmou que a desigualdade aparece justamente na maneira como cada equipe consegue usar o que tem. “Quando você está em uma equipe menor, acaba gastando muito mais dinheiro”, declarou. A crítica do piloto é que o teto não tem produzido o efeito de aproximação prometido quando foi adotado.
Ele resumiu essa visão de forma direta: “O teto de gastos, em vez de aproximar as equipes, cria essas diferenças enormes”. Até aqui, porém, a eficácia dessa avaliação não foi confirmada por dados independentes.
Contraste de desempenho aparece no andamento da temporada
As declarações de Perez surgem em um cenário de contraste esportivo claro entre equipes do topo e as que seguem na parte de trás do grid. A Red Bull Racing, por exemplo, conseguiu levar atualizações a cada final de semana de corrida, mantendo o carro em evolução constante.
Esse ritmo de desenvolvimento foi acompanhado pelos resultados em pista. Max Verstappen acumulou uma sequência de pódios e venceu em Sepang, enquanto a Cadillac ainda busca seus primeiros pontos na temporada de estreia.
Cadillac ainda tenta transformar oportunidades em resultado
No caso da Cadillac, a campanha de 2026 ainda não trouxe pontuação, embora Perez tenha chegado perto de mudar esse quadro. Em Mônaco, ele perdeu uma oportunidade de marcar pontos por causa de uma penalidade.
A combinação entre falta de pontos, temporada de estreia e dificuldade para acompanhar o ritmo de atualizações das equipes mais fortes é o contexto em que Perez fez sua crítica ao teto de gastos.