A avaliação ganhou peso depois da análise de Jolyon Palmer, ex-piloto e comentarista, que tratou o caso como parte de um problema recorrente da equipe com o desenvolvimento do carro. A Mercedes já vinha convivendo com dificuldades para fazer atualizações funcionarem de forma consistente ao longo dos últimos anos.
Pacote melhorou em curva, mas cobrou preço nas retas
O principal efeito do pacote foi um avanço em trechos de alta e média, mas com perda de velocidade em linha reta. Na prática, a atualização não produziu o salto de performance que a equipe buscava.
Durante debate sobre o momento da Mercedes, Alex Jacques, narrador e apresentador ligado ao F1 Nation, resumiu a leitura técnica do cenário ao dizer que a equipe tem “um problema de calibração e seguiu pelo caminho errado”.
O fim de semana também teve outro contratempo para a Mercedes: George Russell sofreu uma falha de motor. O episódio aumentou a lista de problemas enfrentados pela equipe no mesmo período em que tentava extrair resultado de um pacote importante de desenvolvimento.
Palmer relaciona caso atual a histórico recente da equipe
Ao comentar o desempenho da Mercedes, Palmer questionou a frequência com que a equipe vive momentos pontuais de alívio sem transformar isso em progresso sustentado. “Com que frequência eles tiveram esses momentos de alívio?”, afirmou.
A discussão sobre o rendimento do carro também passou por uma reação de Toto Wolff, chefe da Mercedes, durante a conversa sobre os problemas de performance e atualização. “Você está me deixando em alerta ao dizer isso”, afirmou.
Antes disso, Kimi Antonelli havia recebido a promessa de um “salto quântico” de desempenho antes do GP do Bahrein, expectativa que contrasta com o resultado prático visto depois da introdução do pacote em Sepang.