O traçado de 5,5 km, com longas retas e freadas fortes, tradicionalmente expõe ao máximo o uso da unidade de potência. Desta vez, a expectativa é de escassez de energia em pontos decisivos da volta, embora alguns pilotos não prevejam um cenário extremo de conservação.
Limite menor de recuperação muda o uso da bateria
Lewis Hamilton, piloto da Ferrari, resumiu o efeito esperado em velocidade final: “Chegamos talvez 20 km/h ou 30 km/h mais lentos do que no passado”. A preocupação no paddock é que a limitação na recuperação de energia altere a entrega ao longo da volta e afete principalmente as disputas em reta.
Ao mesmo tempo, a nova configuração pode reduzir episódios de super clipping, quando a energia se esgota e a perda de desempenho fica mais evidente no fim das retas. Esteban Ocon, da Haas, afirmou que o cenário não deve exigir uma condução mais conservadora em excesso: “Ainda assim, não vamos precisar fazer lift-and-coast”.
Kimi Antonelli, líder do campeonato, indicou uma visão menos alarmista depois do trabalho no simulador. “Andei no simulador e não é tão ruim quanto eu esperava”, disse.
Vácuo pode ganhar ainda mais peso nas disputas
Se a energia disponível ficar mais limitada, a tendência é que o vácuo tenha papel ainda mais decisivo nas ultrapassagens. A avaliação dentro do paddock é que Monza pode depender mais desse efeito aerodinâmico do que de grandes diferenças de entrega elétrica ao fim das retas.
Franco Colapinto, da Alpine, vê uma corrida potencialmente complicada. “Eu, pessoalmente, acho que vai ser uma corrida difícil”, afirmou. Arvid Lindblad, piloto novato da Racing Bulls, também demonstrou receio com o comportamento dos carros nesse contexto: “Simplesmente não há muita bateria, então na prática a gente não perde velocidade”.
Mike Krack, chefe de pista da Aston Martin, disse que a forma como cada equipe vai lidar com a limitação ainda é uma incógnita. “Acho que vai ser interessante ver como as equipes vão abordar isso.”