No México, Hamilton terminou em segundo lugar e Leclerc foi o quarto colocado. O toque entre os dois aconteceu na volta 47 de 71, e Vasseur depois realizou conversas para aparar arestas com Hamilton. Além disso, Leclerc aceitou uma punição de cinco segundos por cortar a pista na curva 4.
Montoya aponta diferença entre a Ferrari e o modelo visto na Mercedes
Ao comentar a situação, Montoya ponderou que a forma de trabalho de Vasseur dentro da Ferrari não é totalmente visível para quem está fora da equipe. “Seria muito injusto falar isso do Fred sem saber como ele atua internamente”, disse o ex-piloto.
Na leitura de Montoya, a principal diferença está na estrutura de comando acima do chefe da equipe. “Na Ferrari, isso vai muito mais para cima”, afirmou. Hoje, Vasseur responde ao presidente John Elkann e ao CEO Benedetto Vigna, enquanto mudanças em Maranello estão sendo consideradas.
A comparação surgiu justamente porque Hamilton conviveu por anos com um modelo de gestão diferente ao lado de Wolff. No caso da Ferrari, o momento esportivo adiciona pressão ao ambiente: a equipe não vence há 10 etapas, cenário que aumenta o peso de qualquer atrito entre os dois pilotos titulares.
Incidente no México ampliou o debate sobre a condução interna
Montoya também reconheceu que a percepção externa sobre Vasseur tende a cobrar uma postura mais firme. “Vendo de fora, você diria, ou presumiria, que sim, ele precisa ser mais duro”, afirmou.
O episódio entre Hamilton e Leclerc passou a ser mais relevante porque envolveu os dois carros da Ferrari em corrida, num fim de semana em que Hamilton ainda conseguiu transformar o resultado em um pódio com o segundo lugar. Leclerc, além de terminar em quarto, somou a punição de cinco segundos após cortar a pista na curva 4.
As conversas conduzidas por Vasseur com Hamilton ocorreram num momento em que a Ferrari também avalia mudanças internas, enquanto o chefe da equipe segue submetido à estrutura de comando formada por John Elkann e Benedetto Vigna.