Na primeira temporada na categoria, Schumacher terminou em 23º entre 25 pilotos. Mesmo com esse resultado, a Meyer Shank decidiu avançar na contratação. Ao explicar o raciocínio da equipe, Shank resumiu: “A Meyer Shank é um ótimo lugar para alguém que está subestimado ou desvalorizado.”
Em seguida, o dirigente citou diretamente o novo contratado. “Um cara como o Mick, que teve um ano apenas mediano na Indy, é exatamente esse tipo de pessoa”, afirmou.
Histórico recente ajuda a explicar a aposta da equipe
O próprio Shank usou um caso recente do time para contextualizar a contratação. Felix Rosenqvist chegou à Meyer Shank depois de uma temporada difícil pela McLaren em 2023 e, mais tarde, conquistou as 500 Milhas de Indianápolis com a equipe.
A referência ajuda a explicar o padrão buscado pela Meyer Shank no mercado: pilotos que não chegam como opção mais valorizada do grid, mas que a equipe entende poderem render mais em outro ambiente. Foi esse o enquadramento adotado internamente para Schumacher na montagem do projeto de 2027.
Questão econômica pesou na disputa pela vaga
Shank também deixou claro que a decisão não passou só pelo desempenho esportivo. O dirigente reconheceu que a situação financeira da operação teve peso na definição. “Hoje, não temos como pagar US$ 5 milhões por ano”, disse.
Esse ponto influenciou diretamente o processo de escolha para a temporada 2027. Caio Collet, que estava no radar da equipe, acabou preterido por questões financeiras.
A contratação de Schumacher, portanto, foi definida dentro de um cenário em que a Meyer Shank buscava um nome que se encaixasse no orçamento disponível e, ao mesmo tempo, atendesse ao perfil esportivo considerado ideal pela equipe para a próxima temporada.