“Estou trabalhando em um contrato com a Foyt neste momento”, disse Ferrucci sobre a possibilidade de continuar na equipe no próximo campeonato.
O cenário, porém, não depende apenas do desempenho na pista. A definição do carro #4 passa diretamente pelo peso financeiro de cada candidatura, em um momento em que Ferrucci também perdeu parte de sua base comercial dentro da equipe: os patrocinadores que o apoiaram nas últimas temporadas permaneceram com Hauger para 2027.
Pacote financeiro deve definir quem ficará com o carro #4
Larry Foyt, chefe da equipe Foyt e responsável pela decisão sobre o segundo carro, foi direto ao tratar dos critérios para a vaga ainda disponível. “O pacote financeiro vai ser preponderante no #4”, afirmou.
Hoje, o nome apontado como favorito para o assento é Josh Pierson. A estimativa é de que o piloto tenha apresentado uma proposta de US$ 25 milhões, cerca de R$ 130 milhões, por dois anos, valor que o coloca em posição forte na disputa pelo cockpit.
Existe, no entanto, um obstáculo regulatório para Pierson. Ele ainda não tem a aprovação da Indy para competir porque não atendeu aos requisitos exigidos pela categoria. Pelos critérios citados, é preciso somar duas vitórias ou terminar entre os três primeiros da Indy NXT para obter essa liberação.
Ferrucci tenta se manter na equipe mesmo com perda de espaço comercial
Além da concorrência pelo carro #4, Ferrucci entra na negociação sem os patrocinadores que o acompanharam nos últimos anos, já vinculados ao projeto de Hauger. Isso reduz seu espaço em uma disputa em que o investimento tem peso declarado pela direção da equipe.
A favor de Ferrucci está o retrospecto nas 500 Milhas de Indianápolis. Em oito participações na prova, ele terminou todas dentro do top-10, um dado relevante para um piloto que busca seguir no grid em 2027.
A temporada 2027 da Fórmula Indy tem abertura prevista para os dias 5 e 7 de março.