Antonelli terminou em segundo, atrás de Max Verstappen, que fez a pole e venceu com a Red Bull. Lewis Hamilton foi terceiro, beneficiado por novas aletas do difusor da Ferrari.
Pacote teve sete atualizações no W17
A Mercedes levou sete atualizações para o Bahrein, no primeiro grande desenvolvimento do carro desde o GP do Canadá, no fim de maio. As mudanças envolveram assoalho, sidepods, tampa do motor e carenagens da suspensão traseira.
O objetivo do pacote era melhorar o fluxo de ar e gerar mais downforce sem aumentar o arrasto. Antes da etapa, Toto Wolff, chefe da equipe, classificou a novidade como um passo importante e resumiu a cobrança por resultado de forma direta: “O cronômetro é sempre o juiz final.”
Mesmo com o pódio de Antonelli, a própria Mercedes tratou a leitura do fim de semana com cautela. “Essa é a pergunta que precisamos responder”, disse o piloto, ao ser questionado sobre a eficácia do novo pacote.
Condição do asfalto virou fator na análise
Na avaliação de Antonelli, a característica da pista impediu uma comparação mais clara do desempenho. “É justo dizer que, nesta temporada, sempre que andamos em asfalto muito antigo, tivemos dificuldades”, afirmou.
O piloto também explicou que esse cenário embaralhou a análise específica das novidades do carro. “A pista e o asfalto dificultaram nossa vida para entender se nos fez melhorar ou não.”
A atualização chegou num momento em que rivais como Ferrari, McLaren e Red Bull seguiram desenvolvendo seus carros durante o período de inatividade da Mercedes. Antonelli já havia admitido antes da etapa que a equipe não tinha mais o carro mais rápido da categoria.
Apesar da dúvida sobre o ganho exato em Sepang, a Mercedes chega à próxima etapa com expectativa de uma leitura mais precisa do pacote. “Tenho certeza de que para Singapura chegaremos com uma visão muito, muito melhor sobre o pacote”, disse Antonelli.
































