Fórmula 1

Bottas atribui batida no fim do GP do Azerbaijão a falha no sistema de energia da Cadillac

Valtteri Bottas afirmou que o acidente sofrido na última volta do GP do Azerbaijão foi provocado por uma confusão no sistema de energia do carro da Cadillac. De acordo com o piloto, um erro na curva 1 alterou o cálculo do sistema sobre a recuperação de energia, e a sequência terminou com a perda de controle do carro.

Bottas atribui batida no fim do GP do Azerbaijão a falha no sistema de energia da Cadillac
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Bottas explicou que o problema começou depois de percorrer uma distância maior do que a prevista no traçado. “Os sistemas ficaram um pouco confusos por causa da distância extra”, disse o piloto da Cadillac sobre o lance que antecedeu a batida.

O acidente aconteceu em uma volta final movimentada, em uma corrida decidida na frente por apenas 0s1 entre George Russell e Max Verstappen. Para a Cadillac, o episódio representou mais um fim de semana sem pontos na temporada de estreia da equipe.

Erro na curva 1 afetou a recuperação de energia

Pelo regulamento da Fórmula 1, a entrega de potência elétrica pode ser administrada por algoritmos. Na prática, o sistema opera de forma autônoma para gerenciar o uso e a recuperação de energia ao longo da volta.

No caso de Bottas, a explicação foi a de que o erro cometido na curva 1 fez o sistema se enganar no cálculo. Sem recuperar energia de forma adequada naquele trecho, o carro perdeu controle mais adiante. Bottas não detalhou exatamente qual falha técnica ocorreu, o que mantém em aberto o ponto exato da pane descrita pelo piloto.

Esse tipo de gerenciamento também está ligado ao sistema de recuperação de energia usado pelas equipes, em um contexto técnico que tem sido discutido no paddock. A automatização da entrega de potência elétrica voltou ao centro do debate depois do acidente da Cadillac.

Debate sobre controle dos sistemas divide pilotos e FIA

Oscar Piastri foi um dos que criticaram esse modelo. O piloto da McLaren resumiu a insatisfação ao afirmar: “Computadores funcionarem ou não funcionarem é uma forma muito ruim de correr”.

Na FIA, a avaliação é diferente. Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, afirmou que repassar esse controle aos pilotos não resolveria o problema. “Dar aos pilotos o controle da gestão de energia só pioraria a situação”, declarou.

O próximo compromisso da Fórmula 1 será no Bahrein, em 4 de outubro de 2026, depois de um GP do Azerbaijão que também teve Esteban Ocon em oitavo lugar, seu melhor resultado na temporada, apenas 0s03 atrás de Arvid Lindblad.

RESULTADO DA SESSÃO

Corrida Principal do GP do Azerbaijão

Pos.PilotoNacionalidadeEquipeResultado
1
George Russell
Inglaterra
Mercedes
1:38:02.143
2
Max Verstappen
Holanda
Red Bull Racing
+0.196
3
Isack Hadjar
França
Red Bull Racing
+10.704
4
Charles Leclerc
Mônaco
Ferrari
+14.136
5
Kimi Antonelli
Itália
Mercedes
+14.512
6
Lewis Hamilton
Inglaterra
Ferrari
+22.382
7
Arvid Lindblad
Inglaterra
Racing Bulls
+31.159
8
Esteban Ocon
França
Haas F1 Team
+31.189
9
Oliver Bearman
Inglaterra
Haas F1 Team
+31.929
10
Carlos Sainz
Espanha
Williams
+32.416
11
Nico Hulkenberg
Alemanha
Audi
+33.231
12
Liam Lawson
Nova Zelândia
Racing Bulls
+34.013
13
Gabriel Bortoleto
Brasil
Audi
+34.230
14
Oscar Piastri
Austrália
McLaren
+36.401
15
Sergio Perez
México
Cadillac
+41.400
Ret
Valtteri Bottas
Finlândia
Cadillac
+2 voltas
Ret
Franco Colapinto
Argentina
Alpine
+15 voltas
Ret
Pierre Gasly
França
Alpine
+16 voltas
Ret
Lando Norris
Inglaterra
McLaren
+16 voltas
Ret
Alexander Albon
Tailândia
Williams
+22 voltas
Ret
Fernando Alonso
Espanha
Aston Martin
+31 voltas
Ret
Lance Stroll
Canadá
Aston Martin
+44 voltas
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Redação F1 Racing Mania

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