Hill afirmou que a pressão faz parte da função e indicou que o respaldo recente não significa tranquilidade definitiva. “Tenho certeza de que ele sente isso. Não acho que seja possível ter esse cargo sem se sentir ameaçado”, disse.
Hill questiona necessidade de defesa pública
Ao comentar o movimento da Ferrari em torno de Vasseur, Hill criticou o fato de o dirigente ter precisado ser defendido publicamente. “Você não quer precisar que seus pais digam: ‘Pega leve com o pobre coitado porque ele está vulnerável?’”, afirmou, usando uma comparação para tratar da exposição do francês no momento.
Não há confirmação de saída de Vasseur, apesar das especulações sobre seu futuro. O cenário recente incluiu uma resposta do próprio chefe da Ferrari a Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, que havia chamado a Ferrari de “o sonho” em uma entrevista. Vasseur minimizou a fala e sugeriu que Horner estava “procurando emprego”.
Comparação com Horner entra na discussão
Hill também fez uma distinção entre o contexto vivido por Horner na Red Bull e o de Vasseur na Ferrari. “Uma coisa é construir sua própria equipe… mas a Ferrari não é dele”, declarou, ao apontar que o ambiente enfrentado por Vasseur é diferente de uma estrutura moldada ao longo dos anos por um mesmo dirigente.
A fala de Horner adicionou mais um elemento ao debate em torno do comando da Ferrari, justamente no momento em que a equipe decidiu se posicionar de forma oficial para bancar Vasseur. Mesmo com esse respaldo, Hill entende que o cargo continua naturalmente sujeito a pressão constante.
Além da ação institucional da Ferrari, o apoio interno a Vasseur também apareceu na posição pública dos dois pilotos da equipe, que saíram em defesa do chefe antes da etapa do Bahrein.