A explicação foi dada por Simone Resta, diretor técnico adjunto da Mercedes e responsável pela análise do componente. Segundo ele, a equipe chegou a estudar a peça ainda na fase de projeto. “Tínhamos esse tipo de asa na prancheta há pouco mais de um ano”, afirmou.
Mercedes avaliou ganho de velocidade, mas descartou perda de carga
A asa Macarena é uma asa rotativa cuja aba principal gira no modo de reta. O objetivo do conceito é reduzir o arrasto e melhorar o desempenho em velocidade máxima, mas a Mercedes avaliou que esse benefício vinha acompanhado de um efeito negativo importante no restante do pacote aerodinâmico.
“Ela oferece um benefício na redução de arrasto, mas também traz uma redução de downforce”, disse Resta. A avaliação da equipe foi de que esse equilíbrio não justificava a adoção do conceito naquele momento.
A Ferrari foi a primeira a colocar em uso a asa rotativa que passou a ser conhecida como asa Macarena. Depois disso, Red Bull e McLaren também passaram a explorar versões da solução. A Mercedes, por sua vez, preferiu seguir outro caminho no desenvolvimento do carro.
Equipe não fecha a porta para rever a decisão
Embora tenha rejeitado o conceito até aqui, a Mercedes não tratou a escolha como definitiva. Resta afirmou que a posição da equipe ainda pode mudar ao longo do desenvolvimento. “Podemos rever nossa visão e nossa posição daqui para frente”, declarou.
A equipe chega a essa discussão em um momento de liderança no campeonato de construtores, com 578 pontos e 134 de vantagem sobre a Ferrari. No campeonato interno da Mercedes, Kimi Antonelli aparece 102 pontos à frente de George Russell.