Os números de público aparecem como um dos principais argumentos a favor da discussão. Cerca de 103 mil pessoas estiveram presentes no dia da corrida, com mais de 97 mil ingressos vendidos neste ano. Na comparação com a despedida da etapa malaia da Fórmula 1, em 2017, o salto foi expressivo: naquela edição, foram vendidos apenas cerca de 30 mil ingressos.
O movimento também teve peso no turismo. Mais de 50 mil turistas estrangeiros estiveram presentes no evento realizado em Sepang, ampliando o alcance econômico de uma operação que voltou a colocar o circuito no centro das conversas sobre um possível retorno da categoria.
Custos seguem no centro da análise
Apesar da resposta do público, o principal obstáculo continua sendo financeiro. Mohammed Taufiq Johari, ministro da Juventude e dos Esportes, resumiu a questão ao afirmar: “Organizar a F1 não é barato”.
Neste ano, a Malásia gastou entre 10 milhões e 16 milhões de ringgits na preparação do evento. O valor ficou bem abaixo do que era apontado como custo anual para organizar uma corrida da Fórmula 1 no passado, estimado em cerca de 300 milhões de ringgits. A diferença ajuda a explicar por que a discussão trata não só do retorno da prova, mas das condições para sustentá-la de forma regular.
Modelo de 2026 foi diferente do formato habitual
Parte dessa conta mudou por causa do modelo financeiro adotado desta vez. Entre os fatores citados está o fato de o Bahrein ter coberto as taxas de hospedagem da FIA e da FOM, o que reduziu a carga direta sobre os organizadores locais. Esse desenho é um dos pontos considerados na avaliação sobre a viabilidade de uma volta da Fórmula 1.
Além das finanças, a análise inclui as condições da pista. “Há vários aspectos importantes que precisamos avaliar”, disse Mohammed Taufiq Johari ao comentar o estudo sobre um eventual retorno da categoria. Um relatório da comissão deve ser enviado ao Gabinete até o fim de novembro.