Vowles, chefe da Williams, afirmou que a equipe precisaria de um salto financeiro imediato para se equiparar aos times mais fortes. “Eu precisaria gastar o orçamento inteiro de um ano”, disse o dirigente ao comentar a dificuldade da Williams para reduzir a diferença em relação à frente do pelotão.
Horner, ex-chefe da Red Bull, contestou essa linha de raciocínio ao tratar o teto de gastos como uma regra que ainda deixa parte relevante das despesas fora da conta principal. “Mais coisas precisam ser incluídas dentro do teto”, afirmou.
Horner diz que teto atual não impede escalada de gastos
Segundo Horner, o limite orçamentário está hoje pouco acima de US$ 200 milhões, cerca de £150 milhões, mas isso não reflete o total desembolsado pelas equipes. Na avaliação dele, alguns times seguem operando em patamares de US$ 500 milhões ou até US$ 600 milhões, o equivalente a aproximadamente £376 milhões e £451 milhões.
“As equipes de Fórmula 1 vão gastar tanto dinheiro quanto tiverem”, afirmou Horner. A declaração vai na direção oposta à de Vowles, que havia destacado o impacto das regras financeiras sobre a capacidade de reação da Williams.
Debate envolve o que entra ou não no limite orçamentário
Ao defender ajustes, Horner argumentou que o teto de gastos ajudou a aumentar o valor das equipes, mas sugeriu que a regra ainda precisa ser revista em sua composição. “Isso trouxe valor real para essas equipes”, disse.
O tema tem peso extra porque a Red Bull já foi punida por excesso de gastos na temporada de 2022, com multa de £5,26 milhões. No mesmo debate, Horner também observou que os contratos dos pilotos estão mais saudáveis do que no período anterior à implantação do teto de gastos.