“Não vamos usar o colete de resfriamento porque não investimos recursos suficientes”, disse Russell ao comentar a decisão da Mercedes. O piloto também pediu uma revisão da margem liberada pela FIA: “Acho que a FIA precisa intervir e dizer: aqui está um dinheiro extra no teto de gastos.”
Mercedes considerou a isenção insuficiente
A exceção concedida pela FIA não foi considerada bastante pela Mercedes para viabilizar o desenvolvimento do sistema. Bradley Lord, vice-chefe de equipe da Mercedes, explicou a avaliação interna: “Houve uma pequena concessão, mas não achamos que fosse suficiente.”
A posição da equipe foi não seguir adiante com o projeto dentro das limitações atuais. Segundo Russell, a falta de investimento específico acabou definindo a escolha para esta temporada.
Como é o sistema previsto para 2026
O colete de resfriamento tem 48 metros de tubos distribuídos ao redor do tórax, dos ombros e das costas do piloto. Em 2026, o sistema passa a se conectar diretamente ao sistema elétrico do carro, o que amplia a exigência de integração técnica para colocá-lo em funcionamento.
Há outro detalhe importante no regulamento técnico citado pela equipe: mesmo quando o piloto não usa o colete, o sistema de refrigeração precisa ser instalado para compensar o peso de quem opta por correr sem o equipamento. Na prática, isso impede que a simples retirada do colete elimine toda a estrutura associada ao conjunto.
Russell já havia usado o equipamento antes
Russell utilizou o colete de resfriamento em 2025, inclusive em uma situação sem alerta de calor extremo. Na Mercedes, porém, a leitura foi de que os pilotos tenderiam a priorizar desempenho em vez de conforto. Essa avaliação também foi mencionada por Bradley Lord ao tratar do tema.
A empresa citada no desenvolvimento do equipamento é a Chillout Motorsports, e o debate sobre o sistema segue aberto na Fórmula 1 porque a Mercedes entende que o valor liberado pela FIA não cobre uma solução confiável para o uso do colete em 2026.