Marko evitou aprofundar a polêmica em público. Ao jornal austríaco oe24, o ex-consultor da Red Bull afirmou: “Estou tentando ignorar isso o máximo possível”.
A reação mais dura veio de Ralf Schumacher, que tratou a narrativa de Horner como incorreta. No podcast Backstage Boxengasse, o ex-piloto classificou o relato como “uma mentira absoluta”.
Interesse em Verstappen começou ainda no kart
Segundo Schumacher, Marko já acompanhava Verstappen quando o piloto tinha 11 anos e meio. Nessa mesma linha, a versão apresentada é a de que Jos Verstappen considerou cedo demais avançar naquele momento, o que levou Marko a recuar temporariamente.
O próprio Marko afirmou que os resultados de Verstappen no kart abriram caminho para uma aproximação posterior. “Max já tinha sucesso no kart naquela época”, disse o ex-consultor ao relembrar o início do contato com o piloto.
A divergência, portanto, está no ponto central da negociação: a autobiografia de Horner aponta falta de interesse inicial por parte de Marko, enquanto Marko e Schumacher sustentam que o interesse existia desde cedo, ainda que sem um avanço imediato.
Marko cita papel direto na ida de Max à Fórmula 1
Ao responder à versão publicada no livro, Marko também reivindicou protagonismo na passagem de Verstappen para a Fórmula 1. “Eu trouxe Max para a Fórmula 1”, afirmou.
Verstappen começou sua trajetória na categoria pela Toro Rosso antes de ser promovido pela Red Bull em 2016, na troca que colocou o piloto no lugar de Daniil Kvyat. A estreia na equipe principal terminou com vitória no GP da Espanha.
A discussão surgiu justamente porque a autobiografia de Horner mexe com a origem dessa relação: de um lado, a ideia de que Jos Verstappen foi o fator decisivo para fechar o acordo; de outro, a versão de que Marko já monitorava Max havia anos e retomou a aproximação depois do desempenho do piloto no kart.