Com a revisão do plano, Russell seguirá no Azerbaijão com o conjunto atual e passará a usar diretamente a unidade de potência atualizada apenas em Austin. O próprio piloto indicou que a decisão foi possível pelas condições do material disponível: “Essa estratégia é viável por causa do estado do meu material”.
A mudança retira, ao menos por enquanto, um cenário que vinha sendo considerado pela equipe para esta etapa. Em vez de absorver a punição agora, a Mercedes projeta introduzir o novo conjunto mais adiante, já no momento em que Russell receberia a especificação atualizada.
Mercedes altera cronograma da atualização
Além de adiar a troca, a Mercedes trabalha com a avaliação de que essa atualização de motor não será usada pelas equipes clientes. Na prática, isso mantém o novo pacote concentrado no programa da equipe principal e faz com que Russell espere até a próxima janela definida internamente para estrear o conjunto revisado.
A troca de motor chegou a ser tratada como uma saída provável nas últimas semanas, mas a condição da unidade atual abriu espaço para empurrar a decisão adiante. Com isso, Russell evita neste momento uma largada na parte de trás do grid no Azerbaijão.
Ferrari ainda depende de verificação no carro de Leclerc
Na Ferrari, o cenário segue aberto para Charles Leclerc. O piloto iniciará o fim de semana com a unidade de potência usada em Monza, embora os danos sofridos naquela etapa tenham complicado o planejamento da equipe para esta corrida.
Se a Ferrari detectar qualquer problema, Leclerc terá de recorrer a um novo motor ADUO 2, o que o colocaria no fim do grid. A definição final será tomada no Azerbaijão, a partir das avaliações feitas no carro ao longo do início das atividades.
Leclerc resumiu a condição para manter o conjunto anterior: “Se todos os parâmetros confirmarem que o motor não sofreu danos sérios”. A situação do piloto, portanto, depende da checagem da unidade de potência durante o fim de semana.