Neil Houldey, diretor técnico de engenharia aplicada da McLaren, afirmou que o foco para Singapura será melhorar a execução em todas as frentes. Segundo ele, a equipe entende que o carro ainda tem margem de desempenho que não foi convertida em resultado nas duas últimas etapas.
“Não acreditamos ter extraído todo o potencial de desempenho do carro nas duas últimas etapas”, disse Houldey. “Nosso foco será maximizar o desempenho em todas as áreas.”
Calor e refrigeração entram no centro da preparação
Além da busca por rendimento, a McLaren trata Singapura como uma etapa com exigências específicas por causa das condições de temperatura. Houldey destacou que o desafio não passa apenas pela velocidade, mas também pelo controle térmico de diferentes sistemas do carro.
“Singapura apresenta um desafio único porque sabemos que tudo vai esquentar”, afirmou o dirigente.
Nesse cenário, a equipe precisa garantir que o sistema de refrigeração esteja dimensionado adequadamente para motor, caixa de câmbio, freios e também para o piloto. Esse equilíbrio técnico faz parte da preparação do MCL40 para a etapa.
Equipe evita projeção além do necessário
A avaliação da McLaren ocorre depois de um desempenho aquém do esperado no fim de semana anterior, mas sem transformar isso em um diagnóstico definitivo sobre o carro. A própria equipe trabalha com a cautela de que o rendimento pode variar de pista para pista, especialmente em um calendário com características tão distintas entre uma etapa e outra.
Por isso, a prioridade declarada internamente é aproveitar melhor o pacote disponível em Singapura, em vez de apontar uma única causa para os resultados recentes. A referência da equipe é clara: encontrar mais desempenho do MCL40 sem perder de vista as exigências de refrigeração para motor, caixa de câmbio, freios e piloto.