Para Verstappen, a F1 está indo na direção errada com esse caminho. A proposta dele passa por abandonar os atuais híbridos V6 turbo e retomar uma configuração mais simples, com menos dependência do conceito híbrido que hoje faz parte da base técnica da categoria.
Ao explicar a ideia, o holandês resumiu a própria visão de forma direta: “Isso resolveria muita coisa”. Em outro trecho, ao tratar da mudança que gostaria de ver, foi objetivo: “Neste momento, eu mudaria o motor de volta para um V8”.
Proposta mexe em dois pilares do regulamento técnico
A fala de Verstappen não ficou limitada à motorização. O piloto também se posicionou contra a permanência do Sistema de Redução de Arrastamento, o DRS, recurso usado na Fórmula 1 desde 2011 para facilitar ultrapassagens por meio da asa móvel.
No lugar do DRS, a sugestão é um sistema manual no estilo do push to pass, em que o piloto aciona potência extra para atacar o carro à frente. Na avaliação de Verstappen, esse tipo de solução já entregaria ganho suficiente para permitir a manobra. “Isso já é potente o bastante para gerar uma ultrapassagem”, afirmou.
A combinação defendida por ele, portanto, envolve duas mudanças centrais: um motor diferente do conceito híbrido atual e uma ferramenta de disputa por posição baseada em entrega extra de potência, e não em redução de arrasto aerodinâmico.
Debate recoloca em cena um motor ausente desde 2013
A volta dos V8 significaria recuperar uma configuração que não é usada na Fórmula 1 desde o fim da temporada de 2013. Desde então, a categoria passou a operar sem esse tipo de motor, enquanto o DRS se manteve como um dos principais recursos regulamentares para favorecer as ultrapassagens ao longo das corridas.
As declarações de Verstappen também surgem em meio à discussão sobre o futuro técnico da F1 até 2030. Nesse cenário, o piloto se colocou publicamente contra a direção prevista para o equilíbrio entre o motor a combustão e a parte elétrica no próximo conjunto de regras.