Ao comentar o novo acordo, Marko resumiu o movimento como “o sinal certo na hora certa”. Em outra declaração, colocou Verstappen no centro do projeto ao afirmar que “Max é a cara de toda a equipe, uma figura de liderança”.
Renovação encerra especulações sobre mudança de equipe
A extensão do vínculo foi fechada depois de um período em que o nome de Verstappen apareceu ligado principalmente a McLaren e Mercedes. No caso da Mercedes, Toto Wolff admitiu que houve conversas reservadas com o piloto.
Ao mesmo tempo, a possibilidade de uma saída também era alimentada pelas cláusulas previstas no contrato anterior. Durante esse cenário de indefinição, Verstappen chegou a indicar a aposentadoria como alternativa, e não necessariamente uma troca de equipe.
A renovação, portanto, elimina no curto prazo as dúvidas sobre o destino do piloto e preserva a principal referência esportiva da Red Bull para os próximos anos. Foi nessa linha que Marko descreveu a importância do acordo para a estrutura da equipe.
Prazo do novo acordo acompanha transição do regulamento de motores
O novo contrato vai até o fim do atual ciclo dos motores V6 turbo-híbridos. Em paralelo, a FIA trabalha para introduzir motores V8 de 2,4 litros em 2031, embora uma estreia já em 2030 ainda seja possível.
Marko vinculou esse contexto técnico à permanência de Verstappen. Ao falar sobre a mudança nos motores, disse que “isso certamente pesou”. A coincidência entre o prazo do acordo e a virada prevista no regulamento coloca a renovação também dentro de um horizonte técnico mais amplo para a Fórmula 1.
Com o vínculo anterior previsto até 2028, a assinatura até 2030 acrescenta mais dois anos ao compromisso de Verstappen com a Red Bull e atravessa justamente o período em que a categoria discute a troca do atual conjunto V6 turbo-híbrido por uma nova geração de motores.