O próprio Lawson disse que já trabalhava com a possibilidade de voltar ao cockpit mesmo antes do sinal verde oficial, mas reconheceu o impacto da demora. “Receber a confirmação só na quarta-feira fez tudo parecer muito em cima da hora”, afirmou.
Equipe esperou evolução de Hadjar antes de decidir
A indefinição sobre a escalação se estendeu durante a semana porque a equipe manteve a expectativa sobre a condição de Hadjar. Lawson relatou que o período anterior ao anúncio foi basicamente de espera até a decisão final.
“Foi na quarta-feira. Então, ao longo da última semana, foi mais uma questão de ficar esperando”, disse o piloto ao explicar quando soube que disputaria a etapa. Em outro momento, ele afirmou que a prioridade era dar tempo para a recuperação do companheiro: “Obviamente, estávamos tentando dar ao Isack a melhor chance possível de se recuperar.”
Mesmo sem a confirmação oficial até o meio da semana, Lawson já considerava a possibilidade de retornar ao carro. Quando a definição saiu, a preparação precisou ser condensada nos dias restantes antes das atividades de pista.
Simulador virou parte importante do plano antes da pista
Dentro desse cenário, Lawson conseguiu fazer ao menos uma sessão no simulador antes de entrar na pista para o GP da Itália. O trabalho serviu como parte da preparação possível dentro do prazo reduzido, já que a confirmação tardia apertou o planejamento normal para o fim de semana.
A etapa acontece entre 4 e 6 de setembro e também chega cercada por expectativa de corrida movimentada. Mike Krack, chefe de engenharia de pista da Aston Martin, afirmou que a prova pode registrar um número histórico de ultrapassagens.
“Provavelmente será um recorde de todos os tempos aqui”, disse Krack. O recorde atual é de 186 ultrapassagens, marca estabelecida no GP da Holanda de 2023.
Krack também apontou um fator técnico para a corrida: as baterias mais potentes dos carros atuais aumentaram a importância da estratégia energética. Segundo ele, o gerenciamento de energia e o uso de vácuo nas longas retas devem influenciar diretamente o comportamento da prova. “Será interessante ver como as equipes vão lidar com isso”, afirmou. Ao tratar da possibilidade de estratégias bem diferentes entre os times, completou: “Sempre haverá um risco.”