A decisão foi tomada porque Lawson não tirou o pé do acelerador imediatamente após uma volta na Q2. Os comissários trataram o caso como uma violação clara do regulamento técnico e aplicaram a desclassificação, mesmo sem apontar ganho esportivo com a manobra.
Racing Bulls comunicou a infração aos comissários
O caso foi reportado pela própria Racing Bulls. Segundo a avaliação dos comissários, a regra existe para impedir que os carros sofram perda repentina de velocidade, algo visto como um risco de segurança na pista. Por isso, ainda que a ação de Lawson não tenha trazido vantagem direta em tempo de volta, a punição adotada foi severa.
Na decisão, os comissários também citaram múltiplos precedentes de exclusão em infrações técnicas semelhantes. A leitura foi de que o episódio se enquadrou de forma objetiva no regulamento, sem margem para conversão em uma penalidade menor no grid.
Regra está ligada à gestão de energia do MGU-K
A infração aconteceu dentro de um dos pontos mais delicados do regulamento de 2026: o controle da redução de energia do MGU-K. Esse trecho das regras foi desenhado com foco em segurança, para evitar mudanças bruscas de velocidade entre carros em pista, e ganhou peso extra em uma temporada marcada pela complexidade das novas normas técnicas.
Mercedes e Red Bull Powertrains chegaram a encontrar uma brecha nesse regulamento, depois fechada pela FIA. O episódio de Lawson se encaixa nesse cenário de adaptação contínua das equipes e dos pilotos às exigências do novo pacote técnico.
Lawson já havia apontado dificuldade com o regulamento de 2026
Antes da exclusão no México, Lawson já havia resumido a dificuldade de operar dentro das regras atuais. Ao comentar os desafios e falhas de funcionamento associados ao regulamento de 2026, o piloto disse: “É extremamente complicado”.