Ex-piloto de Fórmula 1, Hill resumiu a avaliação ao dizer que Antonelli mostrou “maturidade extraordinária” aos 20 anos. O comentário ganha peso em uma temporada em que o piloto assumiu na Mercedes o lugar deixado por Lewis Hamilton e chegou ao fim do campeonato com chance imediata de título.
Hill aponta prestígio interno como ativo importante na Mercedes
Além do desempenho na pista, Hill destacou a forma como Antonelli é visto dentro da equipe. “Todo mundo gosta dele, e isso não é algo que se possa considerar garantido”, afirmou. A observação trata de um aspecto que vai além dos resultados e aparece no ambiente interno construído pelo piloto ao longo do ano.
Antonelli contou durante a temporada com apoio constante de Toto Wolff, chefe da Mercedes, e também formou uma relação forte com seu engenheiro de corrida, Peter Bonnington. Esse entrosamento é um dos elementos citados no entorno da equipe ao explicar a adaptação rápida do piloto em um ano que o colocou no centro do projeto esportivo da Mercedes.
Temporada alterou a hierarquia projetada no começo do ano
No início da temporada, George Russell era visto como o favorito para liderar a Mercedes. O cenário mudou com a sequência de Antonelli, que se colocou em posição de decidir o campeonato precisando de só dois pontos.
A campanha do jovem também abriu a possibilidade de a Mercedes estruturar seu projeto de 2027 ao redor dele. Esse movimento aparece como consequência de uma temporada em que Antonelli não apenas entregou resultados imediatos, mas também se firmou internamente em um momento de transição importante da equipe.
Mesmo com o título ainda pendente de confirmação, Antonelli chega ao próximo compromisso dependendo apenas de uma pontuação mínima para encerrar a disputa. A situação contrasta com a projeção feita no começo do ano, quando Russell era tratado como a referência mais provável da Mercedes para a temporada.